setembro 13, 2011

DESCOORDENADA


Já escrevi um texto sobre desastrados, quando me questionei se sofria de falta de coordenação ou se estava inconscientemente tentando me matar.

Dessa última vez, o risco não foi de morte.  Mas ficar presa no banco de trás do próprio carro, trancada pelas travas de segurança contra crianças, num calor de 33ºC; amarrada numa camisa branca que tentei vestir por cima da camiseta de baixo, para tentar retirar esta última, sem ficar pelada embaixo de um bloco residencial completamente povoado; e fazer tudo isso porque simplesmente sabia que se tivesse vestido o diacho da camisa branca logo pela manhã, antes do meu compromisso mais formal, ela estaria amassada e imunda,  é tão ridículo, mas tão ridículo, que ninguém precisou ter visto, e eu nem precisei 'perigar' morrer, para eu querer me enterrar no alfalto quente. Às vezes, a morte é alternativa mais honrosa. Da próxima vez, chego lá imunda e amassada, mas com a dignidade passadinha.

Nenhum comentário: