abril 03, 2009

CIRCUNSTÂNCIAS EXTERIORES


Quando um relacionamento vai de vento em popa, o casal tende a crer que está numa mágica bolha inabalável. Se nenhum dos dois está fazendo algo que supostamente traria instabilidade, é como se não houvesse razão para se preocupar.

Ocorre, porém, que o casal nunca está só. A relação a dois, na verdade, é uma relação de vários: ex-namorados (as), sogros e sogras, cunhados, amigos, passado, bagagem emocional, trabalho, enfim, há todo um mundo ao redor, e, às vezes, até dentro, de uma relação amorosa.

Quando a relação é 'oficial', como um casamento (morar junto conta como tal), as influências externas são ainda mais intensas. Não que em um namoro isso não aconteça. Conheço várias pessoas, eu mesma incluída, que ficaram arrasadas ao constatar que o término com o namorado significaria também o fim da relação com a família e com certos amigos. Mas é que com o casamento há uma fusão de quase todas as coisas: dinheiro, contas, dívidas, espaço, até roupas se misturam. Que dirá, então, a convivência familiar prolongada.

Até onde é possível agüentar, por exemplo, fofoca das amigas contra o marido ou namorado? Há casamento que suporte uma sogra sádica, realmente contraproducente? Se tem algo que eu aprendi é que família e amigos podem ajudar um casamento a durar. Parece que o reforço positivo e as boas intenções fazem com que o casal se sinta mais disposto a trabalhar pelo sucesso. Infelizmente, o contrário também pode acontecer, como descobri, recentemente, que família pode muito bem fazer um casamento acabar.

Primeiro porque, se o casal tem que assumir posições familiares opostas, fica difícil manter o companheirismo, pois, a cada vez que um ou outro for defender o seu lado familiar, a idéia que se passa é que a lealdade saiu do casal e foi para só para a família.

E como expressar lealdade a seu parceiro ou parceira se este ato por si só ofende sua família? Como escolher entre seu marido e sua mãe, ou entre sua esposa e seu irmão, por exemplo? Quando o conflito familiar bate no mundinho do casal, a instabilidade é inevitável. Para isso, só há uma solução para aliviar o problema (porque fazer sumir, nada faz!): conversa. Expressem o máximo possível o que está em suas cabeças. E nunca se esqueçam de se colocar no lugar do outro. Essa é uma regra de ouro para qualquer relacionamento a longo prazo.

Assim, quem sabe, o casal consegue manter sua essência um pouco mais intacta. Mas tomem muito cuidado: tem família que pesa mesmo, que usa da chantagem emocional para conseguir as coisas sem nem se importar se isso afetará o relacionamento daquele que está sendo pressionado. Por isso, olho aberto em cima daqueles que podem minar sua felicidade. Mesmo que eles sejam pessoas que te amam!

5 comentários:

Laai disse...

Oii ...
Adorei o seu blogger .
Dá uma olhada lá no meu http://cdclaai.blogspot.com/.

abraços

Ana Ramone disse...

Isso é a mais pura verdade...

Não dá pra "seguir" teu blog....

*****LULUPETERS***** disse...

Ué, sério? Mas o outro dá de boa!
Fui bisbilhotar as Configurações, mas não achei nada! Alguma sugestão? :-)

michele almeida disse...

NOSSA, isso aqui tá maraa *-*´passa no meu? :D beeijos

Juju disse...

Acabei de descobrir seu blog...E adorei...Vc levanta temas muito verdadeiros e que ocorrem direto com a gente. To vivendo isso agora...O drama do relacionamento que não se encaixa nas expectativas das famílias. Nem da minha, nem da dele. E vira um MONSTRO GIGANTE a se enfrentar. Qual o limite do que suportar? Qual a linha entre respeito e privacidade? Entre opiniões tão diversas, o que fazer com as NOSSAS vontades??? Bjao