julho 27, 2008

EU QUERO SEXO! (Os sensíveis devem evitar)

Meninos sensíveis, conservadores e retrógrados, tapem os olhos. Eu vou contar, agora, um dos maiores segredos do mundo dos relacionamentos: MULHERES GOSTAM DE SEXO.

‘Dã’, você me diz? Sim, meu querido, mas não do jeito que você pensa. A mulher não gosta só de sexo extremamente emotivo, aquele amorzinho devagar e gostoso. A mulher moderna está cada vez mais à vontade com a idéia do sexo porque gosta e não porque ‘é parte essencial das relações amorosas’.

Calma, este não é um post feminista radical. Eu, inclusive, não concordo com o feminismo atual que, simplesmente, quer impor outras atitudes. Feminismo, para mim, é ser livre para fazer o que quiser e, assumir as conseqüências de suas escolhas. Enfim, não estou vendendo o sexo casual, a putaria ou a promiscuidade – necessariamente – a idéia que quero passar é que uma mulher pode até querer só transar se estiver apaixonada, ela pode não querer transar no primeiro encontro, ela pode até gostar de todos aqueles rituais de ‘rudeiam’ o sexo, como flores, mãozinhas dadas, conhecer os pais. Mas, principalmente a longo prazo, as mulheres adoram se sentir desejadas, tesudas e, com todo o perdão da expressão chula, bem comidas.

Nós queremos, sim, um cara legal, bondoso, generoso, que segure nossa mão no cinema. Mas queremos que esse cara, ao chegar em casa, e nos ver de camisolinha, fique empolgado na hora, nos dê uma cheirada no cangote, nos abrace por trás, beije nosso pescoço e mande ver!

Eu já vi mulheres, especialmente as casadas, com maridos legais, bonzinhos e tal, mas que começaram a enlouquecer por falta de um sexo bom. E eu garanto: assim como os homens ficam alterados, mal humorados e desequilibrados quando passam muito tempo sem sexo, mulheres também podem sofrer muito com as seqüelas da ausência de uma vida sexual legal. Insegurança no relacionamento, desequilíbrio hormonal e até depressão são sintomas que podem acompanhar a mulher que não recebe a devida atenção sexual por parte do parceiro.

Era só isso que eu queria dizer. Na verdade, queria dizer mais a eles. Entendam que a bibliotecária de óculos, a certinha de camisa social, as mulheres ‘corretas’ e até as ‘senhoras’ também podem ser ótimas de cama. Elas sentem tesão, desejo, vontade de transar. Elas podem se conhecer bem, gostarem de explorar novos caminhos e de terem orgasmos. E, claro, um carinho e um abraço no final, nunca faz mal a ninguém.

julho 15, 2008

SEXO NO PRIMEIRO ENCONTRO

Eita que esse novo milênio não se livrou de velhos tabus, né mermo? Descobri esse fim de semana, por exemplo, que sexo na primeira ficada continua sendo algo polêmico. Alguns são a favor, outros, contra, mas todo mundo tem algum tipo de insegurança com relação ao tema. Seja por se submeterem à pressão social ou por tentarem não se submeter a ela, homens e mulheres vivem cheios de dúvidas com relação a isso. Então, a pergunta de hoje é: DAR OU NÃO DAR (DE PRIMEIRA)? EIS A QUESTÃO!

Qualquer mulher da geração oitentista já sabe de cor e salteado as palavras da maldição do sexo no primeiro encontro: “aquela que ceder às tentações do sexo, logo no primeiro encontro, jamais será considerada “mulher para casar””.

Nossas avós conseguiram imprimir em nossos cérebros umas regrinhas bem antigas, e por mais que tenhamos quebrado tabus e padrões sociais, a confusão comportamental ainda nos aflige.

A coisa que mais vejo é insegurança mesmo: mulher que deu, porque tava louca para dar, mas depois se consumiu em vergonha, medo e ressaca moral. Ou, então, caras idiotas alegando que são modernos e tranqüilos, xingando mulheres de vagabunda e piranha simplesmente porque elas tomaram a estúpida decisão de irem para cama com eles logo na primeira saída. Mulher que soca a libido no fundo do baú para se segurar por, no mínimo, três encontros. Caras que ficam constrangidos de tentarem ir pra cama com a mulher de cara, porque acham que, assim, ela vai achar que eles não querem namorar. Enfim, categorias mil.

Tabus e confusões emocionais são uma combinação milenar, mas não se iludam: a força do tabu não deve ser menosprezada. Afinal de contas, a maioria – tanto de homens quanto de mulheres – sente o peso do padrão social e se (es)forçam a obedecer as regras. As mulheres fazem isso reprimindo seu desejo ou, em caso de cederem à tentação, se martirizando posteriormente, como se pedissem desculpas à sociedade. Os homens caem no padrão se impedindo de namorarem ou, pelo menos, conhecerem de verdade as mulheres que ‘pegaram fácil’ ou carregando a culpa de sentirem tesão por uma ‘boa moça’ e tentarem levá-la pra cama de primeira.

Tanto para homens quanto para as mulheres, o peso das regras traz conseqüências bastante negativas. E é aqui que deve entrar a força do novo milênio: ninguém deve fazer o que não quer e ninguém deve pedir desculpas por ter feito o que quis. A verdadeira regra é que não há regras. Se uma mulher se sente à vontade para dar no primeiro encontro, problema dela. Se outra, entretanto, prefere esperar, problema dela também. Temos é que parar de achar que o ‘Olho de Sauron, que tudo vê’ dessa nossa sociedade bagunçada está nos vigiando o tempo todo. Tudo bem, através da fofoca e da maldade, esse ‘Olho’, muitas vezes, até que funciona. Porém, precisamos lutar contra isso, e a melhor forma de fazê-lo é respeitando a própria vontade e enfrentando todas as conseqüências de nossas escolhas.

Assim, meninos e meninas, tentem se colocar na posição do outro. É desse jeito que entendemos que a grama do vizinho nem sempre é mais verde. E, lembrem-se, nada de julgar o coleguinha!