fevereiro 28, 2008

FAMÍLIA, FAMÍLIA...NAMORADOS À PARTE?

O desligamento emocional dos pais e/ou de figuras familiares é parte notória do processo de amadurecimento. É isso o que aprendemos com a terapia e é isso o que aprendemos com a vida. Entender que seus pais não são infalíveis é duro, mas essencial para o crescimento e para a independência emocional.

De fato, seria extremamente libertador se parássemos de nos importar com a opinião de nossos pais, mães, irmãos, avós ou de qualquer outra pessoa que exerça essa figura de amor e de autoridade em nossas vidas. Mas a verdade é que, mesmo quando adultos, ainda ficamos magoados com agulhadas ou críticas familiares, e ainda temos uma vontade, no fundinho, de mostrar a eles nosso sucesso.

O que acontece, portanto, quando essa figura familiar – representada por quem quer seja: mãe solteira, pai solteiro, avós, irmãos mais velhos ou mesmo o pacote completo – simplesmente não sai do pé do seu objeto de desejo? O que fazer quando seu príncipe chega à sua porta, mas sua família a bate na cara dele? (Vamos usar o termo ‘família’ de maneira bem ampla, a fim de representar qualquer figura que exerça esse papel na sua vida).

Considerando que somos todos seres sociais (até quando somos anti-sociais, estamos sendo apenas mais rigorosos na escolha de nossas companhias), nossos vínculos e círculos de relacionamento, criados ao longo da vida, acabam por exercer grande influência em nossas decisões. Dessa forma, quando suas amigas, por exemplo, não vão com a cara do seu namorado, o desconforto é inevitável. Nos sentimos divididas entre ouvir a opinião delas e a opinião de nossos corações (ô, clichê da porra). Assim, é mais do que comum ver amigas que dão uma ‘esfriada’ na amizade para que a outra possa namorar ou, em alguns casos, uma ‘vida dupla’ acaba se formando, à medida que a menina se organiza para poder dividir seu tempo entre o dito cujo e as amigas.

Se com as(os) amigas(os) essa situação já é complicada de se lidar, imagina quando é com a família, especialmente, se você ainda mora com ela.

“Não quero um estranho na minha casa”; “não quero que você passe a noite fora de casa com um estranho”; “ele desmarcou em cima da hora e você vai deixar por isso mesmo?”; “nossa, com esse salário dele, vou esperar sentada por este casamento”; “fulano (seu ex!) continua lindo e inteligente, né?”. Se você já ouviu alguma dessas frases ou algum comentário semelhante sabe que é uma facada no coração.

As reações, nessas horas, podem ser as mais variadas e, algumas, bastante radicais. Eu conheço um cara, por exemplo, que levou um namoro – sólido e ‘oficial’ – durante QUATRO ANOS, sem NUNCA se envolver com a família dela. As mães, os pais e os irmãos de cada uma das partes mal se viram durante os quatro anos em que indivíduos da sua prole estavam totalmente envolvidos. Esse fato é chocante só pra mim??? Acho que limitar a intervenção da família é essencial, mas separação total é exagero.

Para algumas pessoas, ocorre o extremo oposto: as famílias se envolvem tanto, mas tanto, que a relação deixa de ser monogâmica e passa a contar com cinco, oito, dez envolvidos! É tanta opinião, é tanta fofoca, que a relação inevitavelmente se desgasta. As brigas de irmãos, por exemplo, viram assunto do casal e, aí, pode saber, só dá merda, porque briga de família é muuuuuito diferente de briga de casal. Eu já briguei violentamente com meu irmão do meio, só pra cinco minutos depois estar assistindo filme junto com ele, numa boa.

Muitos dos amigos entrevistados admitiram que é muito difícil simplesmente dar de ombros aos comentários amargos da família contra um amor seu. Todos concordaram que, quando é uma situação de dependência financeira, então, o quadro piora, e muito, já que é possível sabotar fisicamente os encontros, através do corte da gasolina, do telefone, do dinheiro pro cineminha, etc.

Para a minha surpresa, porém, os românticos se sobressaíram, afirmando que, quando se ama de verdade, uma caminhada na rua, de graça, já é motivação suficiente para se ver. Outros afirmaram ainda que, se a pressão familiar é, de fato, incoerente e exagerada, o tiro pode sair pela culatra: ao invés de terminarem, o casal vai morar junto. Foi exatamente o que aconteceu comigo. Era tanta vontade de estar junto que dormíamos no carro, no frio, só pra ficar de mãos dadas! E apesar da impulsividade (fomos morar juntos um mês depois de termos nos conhecido), estamos junto há quatro anos. Então, acho que, quem ama, sabe o namorado e a família que tem.:-)

fevereiro 27, 2008

PENSAMENTOS INÚTEIS

Hoje me lembrei de uma das minhas palas disléxicas mais engraçadas. Num papo sexual pesado, onde os homens se sacaneavam falando sobre como o outro recebia “cabeçada no céu da boca” e “bolada no queixo” – obviamente fazendo uma alusão ao sexo oral – soltei um sonoro e imbecil “é, leva bolada na nuca também!”. Todo mundo riu, mas segundos depois foi possível enxergar um ponto de interrogação enoooorme voando por cima da galera. Ninguém falou nada. E eu morri de rir sozinha. Bolada na nuca? Que porra de posição sexual é essa? Felação de caixa craniana?

Falando em Dislexia, esse probleminha cognitivo – que antigamente chamavam de burrice – é algo que deve ser devidamente diagnosticado por um profissional. Como eu tenho uma opinião sobre tudo, porém, decidi que sofro de dislexia e acabou. Principalmente quando bebo muito álcool, olha só que coincidência. Foi por isso que uma vez na noitada, falei que estava com desejo de sanduíche de quejunto e preso. E na outra, disse que não agüentava mais a música do Bruno e Ramone. Tipos, sertanejo-punk?

Mas tem gente que me barra, siliganão?! Minhas preferidas:
“A vingança é um prato que se come cru” (acho que ela tinha muita pressa em se vingar...)
“Meu namorado me deixou com o pé atrás da orelha”(haja flexibilidade hein???)
“Ela não enxerga um pau diante do nariz” (não consegui comentar à altura).