janeiro 10, 2008

K-I-S-S-I-N-G

Ai, ai. Ano novo, vida nova, roupas novas, planos novos e um monte de novos problemas emocionais para analisarmos. Uhu!
Martelando meus neurônios, Tonico e Tinoco, e pensando em temas interessantes para apresentar para vocês, percebi que estava sempre procurando temas pesados, complexos, polêmicos. Percebi também que andava me concentrando muito em temas relacionados a pessoas que já estão num namoro ou num casamento, e pouco em temas relacionados à condição de solteira.

Assim, tentando inaugurar um ano mais divertido, mais leve, acabei me lembrando de uma fatídica noite de solteira – daquelas que deixam saudade quando você se casa ou namora – com minhas amigas lindas, regada à música, fofoca, risos e mucho álcool, of course.
Ao final da noite dançante, com a finalidade de repor energias e fazer um balanço da noite, fizemos aquela paradinha obrigatória numa dessas lanchonetes que te engordam só de você olhar pro letreiro; onde o lema é “maionese pouca é bobagem”; onde você pede Coca-Cola Light para se convencer de que vale a pena economizar 10 Kcl no refrigerante, enquanto se come um sanduíche de 1.523.698 Kcl! O tipo de lugar que se torna mandatório depois de uma balada violenta.
Enfim, sentadinhas, com a maquiagem derretidinha, a roupa amassadinha e a escovinha desmanchadinha, mas felizes, estávamos nós, comendo nossos sandubas nada magros, conversando sobre quem pegou quem, quem paquerou quem ou quem só ficou mal-humorada com a falta de opções. É engraçado como mulheres têm a capacidade de pular de um assunto para outro na velocidade de um supersônico. Por isso, não me perguntem como fomos parar no tema seguinte. O medo de todas as solteiras na expectativa, o destruidor de sonhos, o assassino do romance: O CARA QUE BEIJA MAL.
Até aquela noite, nunca havia eu reparado na quantidade de categorias de beijos existente em nossa sociedade. Foi fantástico perceber que algo que era para ser, de certa forma, padronizado em termos de qualidade, conseguia variar tanto de homem para homem.
As categorias encontradas foram:

1. O AGRESSIVO: muito comum durante a adolescência, – quando os rapazes ainda não possuem total compreensão de sua língua – o agressivo já foi, para mim, a decepção em pessoa. O cara era tão gatinho, jogava basquete, era engraçado e eu, ainda por cima, era uma gordinha insegura para caramba. Fomos ao cinema com nosso grupo de amigos em comum, sentamos lado-a-lado (os homens não têm idéia do que esse ritual significa para uma adolescente! Este processo requer nervos de aço!), encostamos o bracinho...e aí, aconteceu. O que eu achava que seria um beijo, terno e/ou passional, se transformou rapidamente numa tentativa de homicídio qualificado (art. 121, § 2º, do Código Penal, incisos III e IV: por asfixia e sem chance de defesa)! Minha língua perdeu toda sua auto-estima ali mesmo. O cara a ignorou por completo e foi direto para as amídalas! Parece exagero, eu sei, e, vindo de mim, poderia mesmo ser uma dramatização, mas é sério: uma língua matou meu sonho de ter um namorado naquele momento.

2. O VAZIO: essa categoria é interessantíssima, pois, se tem uma coisa que todo mundo sabe, ou deveria saber, sobre beijo, é que ele demanda uma certa movimentação por parte da língua. Por isso, eu pergunto, senhores: o que diabos se passa na cabeça de um homem que faz da boca uma ‘toca’ para esconder a coitada? E a parte mais engraçada dessa história é o olhar que nós fazemos quando beijamos. Um olhar de “não tá faltando alguma coisa, não?”, ou, simplesmente, “oxi! Cadê??!”. Eu também já fiquei com um cara dessa categoria e eu posso afirmar: é estranho você adentrar uma boca que não manda a hostess para dar as boas-vindas. Que boca anti-social é essa?

3. O QUE SE ACHA SEXY: há por aí, também, uns carinhas que interpretaram de forma literal demais, a noção geral de que o beijo é o primeiro passo para o sexo. De fato, o beijo é a primeira arma para deixar a mulher afim. Um beijo que preste, né, meu amigo? Assim sendo, esses rapazes deveriam parar de nos beijar como se estivessem freneticamente procurando nossos clitóris, na tentativa de associarmos aquele beijo às possibilidades na cama. Hello-oooooo? Ele não está aí, não! Tá lá embaixo, meu anjo! E enquanto a sua língua fica igual um esquilo fumado de crack dentro da minha boca, procurando algo que, simplesmente, não.está.aí, eu desisto mais e mais da idéia de ir para cama com você, ouquêi???

4. O PREGUIÇOSO: extremo oposto do tipo citado acima, o preguiçoso é aquele que também te faz pensar duas ou três vezes antes de ir para cama com ele. Afinal de contas, se o desgraçado não se dá ao trabalho de mexer a porra da língua durante um beijo, imagina o que ele NÃO vai fazer na cama por você? “Ah, sobe aí, se vira, a gente se vê amanhã, tá?”. Meu filho, a língua não é um mo.lus.co, é mús.cu.lo.

5. O GULOSO: esse é hilário também. Vocês já ficaram com um cara que, não satisfeito em beijar sua boca, beija – ou melhor, lambuza – seu queixo, sua bochecha, seu nariz? Sério, você sai da ficada como se Deus (ou uma outra figura muito grande e poderosa) tivesse dado um cuspidão na sua cara! Meninos, entendam: até os gatos que tomam banho se lambendo, fazem isso por conta própria, tá? Outra pessoa lambendo sua cara toda, quando tudo o que você queria era só um beijo: NOT SEXY!
E essas foram, ladies, as mais fortes categorias dos maus beijadores. Desejo a vocês uma vida livre desses tipos. Ou, então, se vocês forem altruístas e pacientes: ensinem-os a beijar direito!!!