abril 14, 2007

INSEGURANÇA: O VERDADEIRO AFRODISÍACO?

O que as mulheres e os homens casadoiros mais falam é que queriam encontrar alguém que não faça joguinhos de sedução, alguém que entre de cabeça numa relação estável, segura, íntima e confortável, alguém que não lhes dê aquele frio na barriga o tempo todo. Eu acredito que muitas pessoas já se encontraram nesse tipo relação...e terminaram-na um tempo depois.

É, crianças, a realidade é triste, mas minhas pesquisas não mentem jamais: INSEGURANÇA É UMA MOTIVAÇÃO NO RELACIONAMENTO. Pasmem. Estão chocados como eu? Alguém?

Eu não sei se o que me chocou mais foi a afirmação em si ou o fato de a maioria dos meus entrevistados ter assumido com tanta naturalidade e sinceridade que, sim, valorizam mais alguém que temem perder.

De fato, não é nenhuma novidade ver alguém valorizar o(a) antigo(a) namorado(a) tempos depois do término. Também não é raro sentirmos aquele toque de possessão quando somos ameaçados de perder algo ou alguém. Já vi meninas cogitarem terminar seus namoros até verem outra paquerando ou dando em cima do namorado. O medo da concorrência é, de fato, um grande afrodisíaco.

Mas, me digam uma coisa, meu povo e minha pova: se nós somos condicionados a acreditar que o amor verdadeiro é aquele que beira o nível da estabilidade absoluta, como podemos nos condicionar, ao mesmo tempo, a valorizar apenas aquilo ou aquele(a) que tememos perder?

É terrível, mas até eu estou psicologicamente preparada – depois de quase um mês me negando aceitar que pertenço a essa catiguria – para assumir que, sim, o medo de perder já me motivou a me esforçar num relacionamento.

E aí? E as relações como ficam? Um jantar romântico agora é composto por ostras frescas, champagne, morangos e uma dose cavalar de insegurança? Será esta atitude pura falta de maturidade ou será que isso é simplesmente um fato da natureza: queremos mais aquilo que alguém ameaça roubar?

Minha resposta mágica: faço-a-menor. Não acho que estabilidade e intimidade exageradas sejam um sinal de amor verdadeiro ou mesmo saudáveis para o relacionamento. Realmente, um pouquinho de mistério ou mesmo de privacidade ajuda a manter o tesão e a paixão. Me falaram uma vez que o cúmulo da intimidade amorosa é o cara ver sua mina dando aquela olhadinha no papel higiênico depois de se limpar. Eu corto os pulsos com uma faquinha de plástico antes de fazer cocô na frente do meu marido. E se ele me pegasse no ato por acidente, daria um jeito de dar descarga em mim junto com a bosta ou teria que matá-lo sob a alegação de ser uma testemunha perigosa (sempre uma opção).

Por outro lado, nos acostumarmos com um relacionamento que vive, necessariamente, de altos e baixos constantes e radicais é pedir para ter uma úlcera. Depois de um tempo a pessoa vai falar “meu médico recomendou que eu corte cigarros, gordura e meu namorado”. Imagina estar com alguém que NUNCA assume a relação por completo? Alguém que NUNCA te faz sentir que você é realmente amada(o) e que, até onde é possível, a relação de vocês é segura? Putz grila, haja noites mal dormidas vigiando para ver se meu marido tá tentando fugir pela varanda ou se ele vai me chifrar no minuto que virar a esquina!

Assim, a lição de hoje, crianças, é: procure achar um equilíbrio na sua relação. Mantenha sua individualidade e privacidade, mas não tenha medo de se entregar. E, pela Mãe do Guarda, nada de ficar olhando o outro cagar no banheiro para provar que se amam! Écuti!!

2 comentários:

Anônimo disse...

Pela Mãe do Guarda!!! Quase caio da cadeira de tanto rir... já pensou o marido pulando pela janela?!
Só digo isso: a vida é dura!

renata! disse...

Ei Lú!
Sabe aquele blog que vc comentou, com o post do Festival da Loucura? Eu exclui.
Estou sem tempo pra escrever em blog, e sem motivação também. hehehe
Resolvi ficar só com o www.beijosbluesepoesia.blogspot.com mesmo por enquanto.
No feriadão eu vejo se me organizo!
adorei a dica do blog ;)

bjoo!