abril 27, 2007

MULHER SOLTEIRA PROCURA... HOMEM CASADO

Recentemente uma grande idéia para um tema deste humilde blog caiu de presente no meu colo: a questão do homem casado. Fiquei surpresíssima ao receber feedback não de uma, mas de quatro amigas, que já passaram ou estão passando pela situação.
As ressalvas são inúmeras: ‘se você fosse casada não acharia legal que fizessem isso com você’, ‘é por isso que as mulheres são desunidas’, ‘é pecado’, ‘é coisa de galinha, de puta, ‘é falta de ética e de moral’. Enfim, o estereótipo imediato de uma amante é: uma vagabunda sem coração, criada sem nenhum tipo de princípio e que merece ser veementemente excluída de todo e qualquer círculo feminino.
O choque vai ser inevitável, mas, eu, que sou casada, confesso que, quando penso na mera possibilidade de uma mulher ter um affair com meu marido, penso logo no estereótipo aí de cima e ainda incluo aquela drástica mordida no meio-fio. Sim, é triste. Mas a perspectiva feminina muda por completo dependendo do lado onde ela esteja. 
Apesar dessas idéias pré-definidas sobre a relação mulher-solteira/homem-casado, e apesar de sermos criadas para não cobiçar o brinquedinho da colega, sabemos que, na prática, sentimentos não são nem um pouco preto-e-branco. E, por increça que parível, a mulher solteira que se envolve com o cara casado tem sentimento, sim. E nem sempre está agindo de pura má-fé.
Gente, mentalize a seguinte cena: você vai para um evento na casa de uma amiga, chega lá, feliz e poderosa, revê os velhos amigos, põe a conversa em dia. E acaba conhecendo as novas adições ao seu círculo de amizades. Em meio a esses novos amigos, aparece um cara. Muito bonito. E, surpreendentemente, bom de papo. Vocês acabam sintonizando e conversando a tarde inteira. Parece que já se conhecem há anos. Afinidade entre vocês é o que não falta. Aí rola aquele flertezinho inocente. Aí, rola a química, a vontade de abraçar, de beijar, de tocar o tempo todo. Você pensa ‘não acredito, finalmente achei o cara!’. É aquela sensação ma.ra.vi.lho.sa de início de namoro. Sentiu a cena?? Que delícia! Aí, chega uma mulher que você nunca viu na vida e lasca um beijo  no seu mais novo objeto de desejo, vira e fala: ‘oi, sou a mulher dele’.
Gente,  de novo, pense no que é passar por isso!!! Dá pra ouvir o coração da coitada fazendo creck e caindo aos poucos no chão! É de tirar a vontade de viver ou não é?? Eu não acho anormal que, em outra ocasião, se o cara der mole, ela não consiga resistir à tentação. Não acho certo, só não acho anormal.
É aí que começa toda a confusão mental feminina. ‘Eu gosto dele de verdade, isso me autoriza a ficar com ele?’, ‘Será que eu consigo ser apenas uma amante?’, ‘E se ela descobrir?, ‘E se acharem que sou uma escrota?’, ‘Só é bom porque é proibido?’, ‘E por que não conheci ele antes?’, ‘E por que ele não larga ela pra ficar comigo?’. Triste, muito triste.
Como eu disse, meu sentimento com relação a este tema é muito ambíguo. Como ‘esposa’ odiaria de morte que uma outra mulher se permitisse gostar do meu marido. Como mulher, entendo que se apaixonar por um cara casado não é necessariamente algo que se possa simplesmente evitar. Pode acontecer com qualquer uma.
E pensando nisso, afundada em minhas reflexões, pensei: “peraí, e a responsabilidade DELES?? Se ‘quando um não quer, dois não beijam’, a mulher solteira que fica com o homem casado, fica porque ELE também QUIS.” Afinal de contas, se as duas mulheres envolvidas nessa história não se conhecem direito, ou não têm intimidade (ficar com homem de amiga merece todo um texto à parte!), é o MARIDO que deve satisfação à ESPOSA. E é ELE também que deve lidar com o fato de uma outra mulher gostar dele. Se ele não vai largar a esposa, porra, não dá corda!!! A ‘amante’ vai sofrer, mas, pelo menos, vai se libertar da tentação constante!
É claro que, esperar esse nível de maturidade e responsabilidade de um homem - criado para espalhar seu DNA na maior quantidade de mulheres possível - é mais inútil do que esperar honestidade de um desembargador amigo de dono de bingo. Ainda assim, quero terminar este texto dizendo duas coisas: primeiro, que as mulheres podem até brigar entre si, declarar guerra entre casadas e solteiras, se xingarem infinitamente, mas o HOMEM CASADO tem tanta, ou mais, responsabilidade pelos seus atos quanto a amante. Segundo, na falta de regras sociais rígidas o suficiente para guiarem nossas ações, acho que, no fim das contas, certa é a atitude que te deixa dormir tranqüila.
PS: Subentenda-se que o homem 'casado' é todo aquele que for seriamente comprometido, ouquei?

abril 14, 2007

INSEGURANÇA: O VERDADEIRO AFRODISÍACO?

O que as mulheres e os homens casadoiros mais falam é que queriam encontrar alguém que não faça joguinhos de sedução, alguém que entre de cabeça numa relação estável, segura, íntima e confortável, alguém que não lhes dê aquele frio na barriga o tempo todo. Eu acredito que muitas pessoas já se encontraram nesse tipo relação...e terminaram-na um tempo depois.

É, crianças, a realidade é triste, mas minhas pesquisas não mentem jamais: INSEGURANÇA É UMA MOTIVAÇÃO NO RELACIONAMENTO. Pasmem. Estão chocados como eu? Alguém?

Eu não sei se o que me chocou mais foi a afirmação em si ou o fato de a maioria dos meus entrevistados ter assumido com tanta naturalidade e sinceridade que, sim, valorizam mais alguém que temem perder.

De fato, não é nenhuma novidade ver alguém valorizar o(a) antigo(a) namorado(a) tempos depois do término. Também não é raro sentirmos aquele toque de possessão quando somos ameaçados de perder algo ou alguém. Já vi meninas cogitarem terminar seus namoros até verem outra paquerando ou dando em cima do namorado. O medo da concorrência é, de fato, um grande afrodisíaco.

Mas, me digam uma coisa, meu povo e minha pova: se nós somos condicionados a acreditar que o amor verdadeiro é aquele que beira o nível da estabilidade absoluta, como podemos nos condicionar, ao mesmo tempo, a valorizar apenas aquilo ou aquele(a) que tememos perder?

É terrível, mas até eu estou psicologicamente preparada – depois de quase um mês me negando aceitar que pertenço a essa catiguria – para assumir que, sim, o medo de perder já me motivou a me esforçar num relacionamento.

E aí? E as relações como ficam? Um jantar romântico agora é composto por ostras frescas, champagne, morangos e uma dose cavalar de insegurança? Será esta atitude pura falta de maturidade ou será que isso é simplesmente um fato da natureza: queremos mais aquilo que alguém ameaça roubar?

Minha resposta mágica: faço-a-menor. Não acho que estabilidade e intimidade exageradas sejam um sinal de amor verdadeiro ou mesmo saudáveis para o relacionamento. Realmente, um pouquinho de mistério ou mesmo de privacidade ajuda a manter o tesão e a paixão. Me falaram uma vez que o cúmulo da intimidade amorosa é o cara ver sua mina dando aquela olhadinha no papel higiênico depois de se limpar. Eu corto os pulsos com uma faquinha de plástico antes de fazer cocô na frente do meu marido. E se ele me pegasse no ato por acidente, daria um jeito de dar descarga em mim junto com a bosta ou teria que matá-lo sob a alegação de ser uma testemunha perigosa (sempre uma opção).

Por outro lado, nos acostumarmos com um relacionamento que vive, necessariamente, de altos e baixos constantes e radicais é pedir para ter uma úlcera. Depois de um tempo a pessoa vai falar “meu médico recomendou que eu corte cigarros, gordura e meu namorado”. Imagina estar com alguém que NUNCA assume a relação por completo? Alguém que NUNCA te faz sentir que você é realmente amada(o) e que, até onde é possível, a relação de vocês é segura? Putz grila, haja noites mal dormidas vigiando para ver se meu marido tá tentando fugir pela varanda ou se ele vai me chifrar no minuto que virar a esquina!

Assim, a lição de hoje, crianças, é: procure achar um equilíbrio na sua relação. Mantenha sua individualidade e privacidade, mas não tenha medo de se entregar. E, pela Mãe do Guarda, nada de ficar olhando o outro cagar no banheiro para provar que se amam! Écuti!!