dezembro 16, 2006

POR QUE NÃO QUEREMOS OS BONZINHOS?

Preocupação com a performance sexual, frustração amorosa, chifre, pé-na-bunda, bolo e insegurança sempre foram neuroses mais comuns ao universo feminino, tanto na busca por um quanto já dentro de um relacionamento. Mas agora, parece que a coisa mudou. Sim, senhoras juradas, é verdade: os aspectos mais negativos e mais clássicos, que nos assombram há tempos, estão fazendo parte ativa da vida de nossos amiguinhos: os heteros bonzinhos.

Eu não sei o que é que acontece realmente. Só sei que tenho visto um bonzinho atrás do outro sofrer com a frieza feminina como se fosse uma inversão de papéis. Não estou dizendo que sempre fomos submissas e que isso é o normal. Já somos parte de uma geração muito mais avançada, mas sempre achei que ficávamos mais vulneráveis do que eles na guerra da sedução e do namoro. Pelo visto, eu me enganei.

Ficar e não ligar no dia seguinte, chifrar sem culpa, terminar de uma hora pra outra, humilhar, estes são alguns exemplos do que las chicas andam fazendo por aí. E não estou falando de peranhas assumidas, estou falando de meninas fofinhas, lindinhas e, pelo menos superficialmente, românticas!!! E os bonzinhos, coitados, andam em fila como aqueles patos de mentira em tiro ao alvo de parque de diversão, caindo, um atrás do outro, sem entender o que diabos há de errado com eles.

As mulheres vão me odiar agora, mas eu acho que o problema não é com eles, é com a gente. Convenhamos, meninas, o bonzinho disponível nunca foi de nos empolgar muito, não é verdade? Vivemos em uma época em que não temos obrigação de gostar para beijar, de namorar para trepar, nem de casar para ser feliz. Como já disse em outras colunas, queremos um relacionamento, mas não precisamos de um. E por que os bonzinhos se ferram nessa história? Porque nessa transição, nessa aquisição de liberdade e, principalmente, nessa aquisição de poder, nós deixamos de nos apaixonar por qualquer um e, pior, estamos queremos desafios. Afinal, mulheres a.do.ram a idéia de transformar um fodão galinha em um apaixonado incorrigível, muito mais do que a idéia de ter um cara imediatamente ao seu lado, para o que der e vier. Parece que ficamos viciadas no joguinho da conquista.

Confesso que estou chocada. Não se tratam de bonzinhos feios, nerds ou losers. São marmanjos, jovens, bonitos, “de família”, bem de vida, formados, empregados, fiéis e disponíveis, sendo descartados como aquele tamanco com salto de acrílico ho.rro.ro.so que você não sabe porque comprou há cinco anos atrás!

Dito isto, devo fazer duas ressalvas importantes: a primeira é que não há regras que definam, de verdade, as dinâmicas entre casais ou pretendentes. Sei que há muita mulher por aí que discorda veementemente com o que estou escrevendo e está esperando um desses bonzinhos bater à sua porta. E a segunda é que química é algo não planejado, não escolhido e im.pres.cin.dí.vel num relacionamento.

Bonzinho ou não, o cara tem que atingir um ponto inexplicável na gente (soou meio sexual, mas só tô falando em metáforas!). Aquele encantamento, aquela paixonite imediata não dependem do tanto que o cara é legal, só do quanto você gosta dele.

Fazer o quê? Agora é rezar para que a atração seja pelo cara que vale a pena, ou seja, juntar a fome com a vontade de comer.

4 comentários:

renata! disse...

''Como já disse em outras colunas, queremos um relacionamento, mas não precisamos de um.''


Adorei isso e concordo totalmente. Você sumiu,nem responde mais os comentários..
Você é escritora profissional ou algo do tipo?
Beijos.

Sofia Nunca Mais disse...

Acho q não existem vítimas nessa história. Exceto eu, é claro!

Tâmara disse...

aiai
juntar a fome com a vontade de comer. quero comer mas não tenho fome, que é que eu faço?

renata! disse...

feliz natal atrasado e feliz 2.007 e que vc não abandone o blog!
que tal falar sobre homens que fingem estar otimos pós fim de relação porém estão morrendo por dentro? uheueheuheuheue

:***