outubro 11, 2006

COMEÇO DE NAMORO

Nada barra um começo de namoro. Por todo esse processo, desde aquela paquera inicial, passando pelo encantamento da primeira convivência, até o primeiro mês de namoro, é que vale a pena quebrar a cara e até sofrer com os finais tristes dos relacionamentos.

Pra mim, sinceramente, poucas coisas na vida são tão boas e valem tanto a pena quanto aquela acelerada no coração, quando se bate o olho em alguém e, mesmo sem nem conhecer a pessoa direito, sente-se algo de diferente.

Aquelas olhadas prolongadas, aquelas esbarradas de mão, falar no ouvido em um lugar que nem é barulhento, falar do próprio gosto, se animar com as afinidades, tudo isso é gostoso de.mais.

E as mentiras??? Ai, que delícia! Todo mundo é a melhor versão de si mesmo. Ninguém é ciumento, todo mundo gosta das mesmas coisas, mesmo que não gostem. Todo mundo é tolerante, paciente, atencioso e educado. Os homens só usam cuecas limpas e adoram as sogras, as mulheres tem cabelo naturalmente liso e adoram as sogras, e todo o visual de cada encontro é casualmente sincronizado. É como se ninguém passasse horas se produzindo para ver o outro. E o melhor de tudo é que isso nem interessa, porque quando bate a paixão, a gente só vê beleza no outro, e o tesão é incontrolável. Cada beijo é interminavelmente bom, cada toque é mais poderoso do que o outro, qualquer pegada de mão, agarrada na cintura, enfim, qualquer toque de paixão é bom de.mais.

Quem não sentiu saudade de alguém depois de 5 minutos separados, quem nunca teve aquele descontrole de tesão e paixão até mesmo em lugares públicos (não tô dizendo que é necessário botar o tesão em prática em lugares públicos), quem nunca categorizou os beijos (beijo gelado, beijo de chocolate, beijo disso e daquilo), quem nunca ficou feliz por simplesmente dormir abraçado a primeira vez, não sabe o que está perdendo. Isso é o melhor da vida.

É uma pena que não há paixão que segure a força do convívio e do excesso de intimidade. É até possível fazer durar mais a paixão num namoro, porque esse convívio pode ser mais controlado. Quando se mora junto, normalmente, não tem jeito. Mas aí, o legal é olhar para a pessoa e lembrar que ela, querendo ou não, é a mesma pessoa que te encantou, que te deu bilhetinhos, que fingiu que gostava da mesma banda. É a mesma pessoa pra quem você disse que não era ciumenta, pra quem você queria estar sempre linda. Você vê que, mesmo depois das brigas, da falta de grana, do excesso de convívio, das dores de barriga, da sogra, dos choros, das intimidades forçadas e até do desencanto que rola depois de certo tempo, aquela ainda é a pessoa que te faz rir, que faz um jantar de surpresa, que sabe que você ama Sex and the city, que sabe que você ama escrever, e você sabe que aquela é a pessoa que ama cozinhar e é a pessoa que ainda está disposta a acordar todos os dias do seu lado, infinitamente, enquanto durar, mesmo não gostando de Beatles e mesmo sabendo que sou ciumenta, sim.

Um comentário:

renata! disse...

aaah.
sobre seu texto ''as amiguinhas dele'' você disse exatamente tudo.é uma sensação estranha,o sangue realmente ferve!
e ''começo de namoro'' é bem interessante,nunca me casei mas vejo isso com meus pais.Enfim deve ser mto boa essa sensação de apesar de anos depois ele continua sendo o que te faz rir..etc
parabéns (:

:*

e quando puder me responda,só para saber se vc realmente le :\