outubro 09, 2006

AS AMIGUINHAS DELE

Que diabos acontece com nós mulheres quando entramos numa relação? Parece que não importa o quão equilibradas, centradas, seguras e inteligentes sejamos, acabamos adquirindo hábitos intolerantes e um territorialismo excessivo. O pior é que, às vezes, com razão.

Por exemplo, talvez, muito talvez, se eu fosse solteira, poderia até participar da comunidade “sou gente boa, não estou te dando mole” no Orkut. MAS, como já vi várias amiguinhas do meu dito cujo, que são pra lá de gente boa, abraçando ele, deixando recadinhos ambíguos, monopolizando a atenção, etc, preferi entrar na comunidade “simpática é o caralho, você é uma vadia”.

E me pergunto: por quê? Se eu não tenho uma real certeza de que uma guriazinha qualquer, de fato, gostaria de ficar com meu dito cujo, por que tenho que odiá-la simplesmente por ser solteira e conhecida dele? Simples: porque ela pode tentar ficar com ele.

É triste, na verdade. É insegurança, na verdade. É possessividade, na verdade. Mas é o que acontece, na verdade. E não vou mudar, na verdade. Foda-se, na verdade, porque já vi mulheres que, por tanto confiarem nas amiguinhas solteiras do namorado, tomaram um par de chifres daqueles. E nessa hora, o que mais dói, é ver que não ser ciumenta, nem possessiva, nem intolerante, não valeu nem um pingo de gratidão por parte dele! E a segunda coisa que mais dói, é ver que as mulheres gostam mesmo é de homem comprometido. Acho que funciona como um selo do Inmetro, sabe? “Se ela está com ele, algo de bom ele deve ter”.

Não estou querendo defender uma guerra contras as amigas dele, pois isso é ridículo. E também não acho que uma mulher seja biscate por ser solteira e, muito menos, que por namorar, uma mulher seja fiel. Sei que não dá pra generalizar. Mas é uma sensação física, sabe? Não com todas as amigas. Não somente com as solteiras. Mas dá pra ver uma nuance diferente em certas mulheres. Uma nuance que faz meu sangue ferver e me dá vontade de gritar: “morde o meio-fio, mother-fucker!!”. É um “ooooii, como você tááááá, gatinho (ou qualquer outra variação de um apelido íntimo demaaais da conta)?”. Esse "oi" desmilingüido e dissimulado, que eu simplesmente não engulo.

Eu já fui solteira durante milhões de anos, e mesmo namorando, ainda tenho amigos homens, e eu tenho plena certeza de que é possível ser simpática e até carinhosa sem me esfregar em ninguém. E mais: acho essencial, quando na presença da namorada do cara, incluí-la completamente na conversa, mesmo que seja difícil, por não se conhecerem muito bem. É só isso que eu, como namorada, espero de amigas dele! E, afinal, o que é que custa olhar na minha cara e me falar um “oi” também?

Assim, fico no eterno conflito entre querer ser mais segura e paciente, e achar que tenho mesmo que defender meu território, porque tem muita vadia por aí e acabou. Sei que, mesmo morando juntos, não posso ter certeza do que ele faz durante 24 horas por dia, e nem quero! Na maior parte do tempo, deve-se confiar mesmo, fazer o quê? Mas, se um dia, uma dessas amiguinhas cair, de fato, pra cima dele, eu, pelo menos, vou poder dizer que não foi por falta de aviso...e que mordam o meio-fio, os dois!!

2 comentários:

Anônimo disse...

Nossa adorei esse texto . penso exatamente como vc eu tbm passo poe essa situação , e realmente axo que elas não vão perder a lingua se darem um "oi" pra gente tbm , mais acredito que ela só cumprimentão só eles na intenção de nos aborrecer mesmo pq são umas vadia e dgostão de quere causar...
mais o fato é que temos que ser otimistas e pensar que se eles estão com a gente é pq somos interessantes ... maisé dificil segurar a barra mesmo eu ja perdi as estribeira vaaarias vezes .ja até desci do salto kkkk
mais me controlei...
afinal ele tbm tem que ter um serto disconfimetro e perceber que não gostamos disso tbm ...
mais fazer o que infelismente ninguem é perfeito.
mais temos que marcar teritorio sim mais sem dufocar .

adorei o texto, realmente ele explica tudo o que nós mulheres axamos das "amiguinhas" affs
parabéns
e megaaaa beijoo

***LULUPETERS*** disse...

Hahahahahahaha!
Menina, eu acho que escrevi esse texto inspirada por algum fato bem específico! Não lembrava muito bem dele, não!

Mas algumas coisas continuam verdade, né?