abril 30, 2006

CARMAS AMOROSOS


Em um dos meus tranqüilos e pacatos dias, uma idéia caiu como um raio na minha cabeça. Pensando em meus relacionamentos passados, nas vezes em que fui chutada, nas vezes em que chutei, nas vezes em que sofri e nas vezes em que fiz sofrer, me veio a repentina noção de que cada relacionamento poderia ter servido a um propósito, ou ainda melhor, a um carma específico.
Levando em conta que a frase de efeito da minha mãe que eu nunca esqueço é “aqui se faz, aqui se paga”, posso dizer que a maioria das mulheres que eu conheço já teve a oportunidade de humilhar e rejeitar um cara que, anos ou mesmo meses antes, havia feito exatamente o mesmo com elas. Depois de todo o sofrimento, depois de toda a espera, quando ele lhe quis, você já não queria mais e, assim, pôde juntar uma certa frieza, uma certa ironia e uma certa amargura que só uma mulher rejeitada consegue acumular, e jogar, com toda a classe, é claro, na cara daquele que percebeu, tarde demais, o tanto que você é maravilhosa.
Este é um exemplo perfeito do carma amoroso masculino. Ele foi frio, ausente e indisponível com você. Ele fez joguinhos, te manipulou, te seduziu e te largou. Aí, mais tarde, ele teve que experimentar do próprio veneno, da própria tática e assumir as conseqüências das suas ações anteriores. ISSO, MINHA FILHA, É QUE É CARMA. E quando o carma é pro lado deles, é uma maravilha! Você pode até ter chorado infinitas lágrimas por ele. Você pode até se lembrar de outros homens que dispensou porque só pensava nele. Mas na hora em que uma mulher resolve pisar, ela pisa de verdade. E a sensação de poder, de liberdade e de poder, de novo, porque poder é muito bom, é I-NE-NAR-RÁ-VEL! Praticamente qualquer mulher que consiga uma saída por cima dessas, se sente com a beleza de uma Angelina (pré-gravidez) combinada com a força neurótica e descontrolada de uma Margareth Thatcher.
Mas os homens não são os únicos que carregam carmas amorosos. Aliás, a maioria dos galinhas mais incorrigíveis culpa uma adolescente gostosinha por tê-los largado na rua da amargura, fazendo com que os mesmos nunca mais queiram se arriscar num relacionamento de novo. É. Algumas mulheres sofrem, porque já estão cumprindo seu carma.
Pode até fazer uma retrospectiva mental de todos os contatos com o sexo oposto ao longo de sua vida. Aí, me diz: qual foi a mulher que nunca rejeitou um nerd por vergonha de ser excluída; um pirralho por medo de se sentir velha; um feio por medo de gostar dele de verdade e um vaidoso porque ele se vestia melhor que você e, nesse caso, você provavelmente estava certa de fazê-lo, pois ele, hoje, deve ter descoberto que é gay? Pode-se afirmar, quase sem medo, que toda mulher já rejeitou um homem injustificadamente.
Mas, e aí? Se nossos relacionamentos são apenas a cobrança ou o pagamento de um relacionamento anterior, será possível escapar desse círculo vicioso? Ou será que estamos realmente condenados a pular, como hamsters, de uma rodinha para outra, tentando sempre definir quem errou mais, quem sofreu mais, quem é credor de quem e quem é devedor de quem?
Eu prefiro acreditar que não. Aí está: meu lado mais otimista! Acredito que, quando estimulamos nosso bom senso, nossa auto-análise, e, principalmente, quando estamos dispostos assumir nossos erros e quaisquer outras conseqüências de nossas ações, conseguimos quebrar esse padrão cármico e, simplesmente, nos relacionar. Não estou dizendo que não há bagagem emocional pra se carregar de um namoro pra outro. Otimista, sim, alienada, não. Mas a disposição para assumir nossas neuroses, inseguranças e traumas do passado, é o que pode nos salvar das neuroses, inseguranças e traumas do futuro.

5 comentários:

lucytheo04955193 disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
Anônimo disse...

"Aliás, a maioria dos galinhas mais incorrigíveis culpa uma adolescente gostosinha por tê-los largado na rua da amargura, fazendo com que os mesmos nunca mais queiram se arriscar num relacionamento de novo." Schuinf(Lágrima), é verdade!

Anônimo disse...

meu namordo me conheceu eu ja era de sair todos os finais de semana,e agora eu estou namorndo a três meses com ele,so fico dentro de ksa o tempo todo..naum aguento ++++!!!!eu amo um pagode e ele detesta,tenho varios amigos homens e pagodeiros ..naum sei + o q eu faço??

*****LULUPETERS***** disse...

Olha, afinidade é importante num relacionamento, mas, quando os dois são diferentes, tanto um como o outro tem que fazer concessões. Já tentou pedir para ele te acompanhar no pagode, pelo menos, uma vez no mês? Que tal apresentá-lo para seus amigos homens? Ele pode estar se sentindo intimidado e enciumado. Explique pra ele que este é um aspecto importante da sua vida social, mas que você quer incluí-lo nessa parte da sua vida.

Anônimo disse...

Você ja conversou com ele a respeito?
Vai saber se ele perdeu uma namorada assim, trocado por alguem q estava numa balada dessa.
Como é seu comportamento perante as pessoas q estão no pagode?
Ja parou pra pensar nisso, agora vc optou em estar com ele e nao pode ter uma atitude de mulher solteira quando estiver em um pagode.
Tudo pode incomoadar ele, olhares, modo de dançar etc...(não estou dizendo q é errado) Apenas pode ser uma falta de confiança q vc não tem dado a ele por algum motivo...
Pense a respeito ou fique solteira.