setembro 15, 2005

HUM...MELHOR LER PARA SABER


HOJE EU VOU APELAR. NUNCA FIZ ALGO TÃO OUSADO. TAMPOUCO TÃO RIDÍCULO. MAS ME DEU VONTADE. ENTÃO, POR FAVOR, AGÜENTEM.
SÓ PARA ME JUSTIFICAR, EXPLICO QUE PAREI PARA PENSAR A RESPEITO DE MULHERES QUE ADMITEM ESTAR DESESPERADAS PARA ARRANJAR UM NAMORADO. AQUELA COISA BEM ESTILO SEX AND THE CITY MESMO.
APESAR DE NÃO TER TIDO TANTOS NAMORADOS NA VIDA, PERCEBI QUE CERTAS CARACTERÍSTICAS SEMPRE FACILITAM ESTE PROCESSO. CLARO QUE JÁ PASSEI POR FASES DE DESESPERO E, POR ISSO, AGORA, SÓ VOU FAZER UMA BRINCADEIRA E DAR 5 GRANDES DICAS PARA SE ARRUMAR UM NAMORADO. AMIGAS CASADAS, DESCULPEM-ME, MAS ESSA É PARA AS...

SOLTEIRAS E DESESPERADAS

Muitas mulheres acreditam que o fato de não conseguirem arrumar um namorado tem sua máxima culpa na celulite, na gordurinha, no cabelo crespo. Mentira. Já fui muito solitária sendo magra e bem mais paquerada sendo gordinha. O problema mesmo é falta de auto-estima, de auto-conhecimento, de equilíbrio emocional. Então, aqui vai a regra nº 01:

ESTEJA BEM. Essa foi a frase mais abrangente em que consegui pensar. De fácil, “estar bem” não tem nada. Afinal, não estou falando de estar magra, rica, de escova, só passeando. Todo mundo se sente bem estando com essa vida. Estou falando de um investimento pessoal e muito profundo. Ter uma auto-estima é o primeiríssimo passo para se encontrar um companheiro. A falta desta característica tão importante gera insegurança, que gera excesso de ciúmes, brigas inúteis, comportamento infantil e joguinhos de poder. Isso nunca agrada ninguém. Pelo menos, ninguém que eu considere válido para um namoro. Por isso, para se estar bem, deve-se gostar verdadeiramente de si mesma, ainda que pobre, gordinha, ainda que cometendo erros. Outro aspecto importantíssimo da auto-estima se refere aos erros. Quando as coisas dão errado, incluindo relacionamentos, pode apostar que a “culpa” é basicamente das más escolhas. Todo mundo toma uma decisão errada aqui e ali, mas quem não tem auto-estima, não confia nas próprias escolhas, aí abre mais margem para escolher errado, e, pior, acaba nunca assumindo a responsabilidade que deveria assumir quando as coisas dão errado. Ame-se e suas escolhas virão mais facilmente. Para isso, vale investir em terapia, auto-análise, momentos de isolamento e exercícios diários de amor por si mesma.

Todo mundo pode dizer “UFA!”! Mas relaxem. Essa é realmente a regra mais difícil e, com certeza, a mais demorada para se alcançar. Não precisa achar que só vai arranjar alguém depois de 6 anos de terapia, não. Só de se estar procurando um equilíbrio próprio, você já estará mais próxima de alguém. Só que esse alguém nem sempre é o alguém que nós achamos que deveria ser. Por isso, aí vai a regra nº 02:

ABRA OS OLHOS. Outra frase beeeem resumida para poder soar como dica de auto-ajuda, viu? Abrir os olhos significa esquecer o homem que existe na sua cabeça. Mate-o. Falando sério. Pare e olhe ao seu redor. Não seja preconceituosa. Gordinhos, nerds, tímidos, desastrados e quebrados também amam, também podem ser bons de cama, também podem te fazer muito, muito feliz. Não estou falando de abaixar os padrões e agarrar o primeiro baixinho, gordinho e careca que passar na frente. Eles também podem ser escrotos e péssimos namorados. O que estou dizendo é para você parar de PROCURAR UM HOMEM e começar a CONHECER PESSOAS. Sentar, conversar, ouvir sobre a vida do outro, tudo isso é muito válido. Se não terminar em namoro, pode muito bem terminar numa amizade, o que é maravilhoso. É dando essa chance àqueles que não cabem no seu padrão que você se surpreeende. O cara que não tem o mesmo estilo que você em aparência, pode ter intensas afinidades com você num nível emocional, espiritual ou sei lá. Então, aprenda: o homem dos seus sonhos não é necessariamente o homem da sua vida. E a vida é sempre mais interessante.

Essa regrinha nos faz pular para uma muito importante. A regra nº 03:

TENHA UMA VIDA SOCIAL. As exceções são muitas. Eu mesma conheci meu dito cujo bebendo cerveja às 3 da manhã numa padaria 24 horas. Conheço casais que se conheceram em boates ou bares. Mas, no geral, o namorado em potencial não é um estranho no boteco, mas o amigo, do amigo da sua amiga, que você conheceu na festa da prima do seu cunhado. Pode saber, existem festinhas íntimas que nem são tão loucas, nem constituem uma balada, mas é lá que pode estar aquela conversa que dura a noite toda. Mantenha-se em companhia de grupos diferentes. Aceite aquele convite meio educado demais para uma reuniãozinha de um quase estranho. Pode ser um pouco cara-de-pau. A gente vai te entender. Além disso, quando você investe numa vida social, você está investindo em novas amizades e em grandes distrações. E é impressionante o que pode acontecer quando você está curtindo sua vida distraidamente...

Vida social não enseja em abdicação da vida individual. É nela que se concentra a regra nº 04:

FAÇA O QUE TE FAZ FELIZ. Essa regra está em direta relação com a nº 01. É também um investimento pessoal e profundo. Eu sei que quase ninguém pode se dar ao luxo de trabalhar com aquilo que ama. Mas sempre procure fazer coisas que você realmente gosta. É naquele curso de poesia, na aula de pintura, no curso de francês, na escalada de fim de semana, que você vai encontrar alguém com, no mínimo, um ponto de afinidade com você. Quando você está fazendo o que gosta, você fica feliz, e quando você fica, você pára de procurar a felicidade em outra pessoa. E eu não preciso dizer que quando você finalmente sente que um bom relacionamento seria maravilhoso, mas não a salvação da sua vida, BUM!. Sempre pinta alguém. Porque ninguém quer um infeliz que já chega na rua com aquela cara de “salvem-me!”. É responsabilidade demais para alguém que nem te conheceu ainda, tentar te carregar para o mundo. É por isso que eu digo: Conquiste o seu mundo, da forma que for melhor para você. Depois disso, um amor se torna um bônus, um extra na sua vida maravilhosa e aí...é tudo de bom!!!

Tudo muito lindo, muito fofo. Mas nem tudo são flores. Tá pensando que a vida é bolinho?? Por isso a última regra é meio forte. Mas eu considero bem verdade. Regra nº 05:

CUIDADO COM O QUE VOCÊ DESEJA. Como todas essas regrinhas mostram, muitas vezes o que queremos não é um namorado, mas um pilar, uma segurança, um incentivo, um estímulo, um salvador. Quanto mais você investe em você, mais fácil fica de se escolher alguém. E isso é bem melhor do que ficar sempre esperando ser escolhida. Se pergunte se o que você quer é amar e se entregar para uma pessoa, ou se, na verdade, você tá meio afim de uma massagem no ego. Se você tiver certeza de que quer um amor, saiba que é fooooooooda!!!! Relacionamento sério não é para qualquer um, não. Envolve concessão, compromisso, lidar com surpresas e, principalmente, constante renovação. Arrumar um namorado é infinitamente mais fácil do que manter um. E não estou falando, é claro, de manter a qualquer custo. Hellooooo! Estou falando de manter-se feliz ao lado de alguém. Lutar pela sua individualidade ao mesmo tempo em que se quer estar junto. Parece complexo demais? Tô meio viajando, talvez. Mas pare e pense. Se chegar à conclusão de que realmente quer, amiga, boa sorte e vai com tudo!!!

setembro 01, 2005

AS MULHERES E SUAS IMPLICÂNCIAS

Devido à destruição neurológica provocada pela comemoração do meu aniversário neste fim de semana, não me recordo ao certo por quê comecei a pensar nas mulheres e seu jeito implicante. De qualquer forma, a afirmação que martelou meus ébrios ouvidos foi a de que “as mulheres implicam com os homens, porque se importam com eles.”

Na verdade, pouca gente tem noção que essa implicância advém do poder feminino de observar detalhes. As próprias mulheres têm medo deste poder em outras mulheres, pois elas sabem que são capazes de ver tudo: as estrias da modelo na revista, a etiqueta que não foi retirada do sapato novo, a marca de calcinha numa calça justa, a tarracha dourada do brinco prateado, os cravos, as espinhas, o blush mal aplicado, a unha roída, o esmalte de puta, o batom cintilante, o celular na cintura, a calça “saint-tropeito”, a axila não depilada, a raiz preta no cabelo loiro, a roupa de marca fantasma, o que se compra, o que se pede, o que se come, o que se bebe, o que fala e o que se deseja. É quase uma obsessão, NADA NOS ESCAPA!

É claro que para certas pessoas – entenda-se, homens - essa característica tão feminina tem duas nomenclaturas dependendo da situação:

1) Se a implicância for com eles, chama-se TPM;
2) Se for com outras mulheres, chama-se INVEJA.

Esta segunda nomenclatura é resultado de uma visão deveras limitada! Não condiz muito com a realidade. Afinal, a “Brit” é mesmo uma baixinha, a “Angel” tem silicone na boca, sim senhor, a revista “P.B” usa PhotoShop e a “Gi” tem um IMC (Índice de Massa Corporal) de uma somaliana desnutrida!

Tá bom, tá bom. Acho que TALVEZ essa segunda nomenclatura, que as mulheres modernas e independentes deste mundo não poderiam nem pronunciar por ser tão politicamente incorreta, tenha seu espaço nas sessões de implicância com a vida alheia. Mas que tentamos disfarçar, tentamos. Somos capazes de falar num tom de duquesa britânica que “claro que fulana é bonita, é rica e famosa, mas só estou dizendo que ela tem um gosto terrível e dá pra ver que ela é cheia de celulite!”.

Uma frase dessas está sutilmente disfarçada pela diplomacia, mas muitas vezes o que se passa em nossas cabeças é que “essa J.Lo tem jeito de garota de programa, fica tirando onda de latina, mas é de Nova Iorque, tem um corpo que me faz chorar sangue a cada vez que é esfregado na minha cara pela televisão e pode, mesmo que seja pra criar o conjunto mais brega do universo, comprar todas as marcas que provavelmente nunca poderei ter!”

Satisfeitos? Acabo de admitir que, às vezes, nossa diplomacia esconde, sim, uma invejinha. Mas ela é bem pequena. Uma invejinha inocente de nada, tá? Eu sou mais eu, mesmo. Fiquei sabendo que a Cleo Pires é comunzinha e hiper “rodada”. Acho que a inveja é um sentimento que não devemos incentivar. Você já viu a Avril Lavingne sem maquiagem? É o cão! Acho que a base de uma boa auto-estima é se contentar com aquilo que temos. E a Cameron Diaz?! Como alguém acha aquela lombriga bonita??! Dessa forma, procuro sempre evitar comentários maldosos, estimulando minha consciência a respeito deste sentimento tão prejudicial.

Agora, com relação à implicância feminina com o comportamento masculino, a dinâmica, a meu ver, toma contornos e formas completamente diferentes.

As mulheres não dão a mínima para os detalhes de um sujeito se ele não é, nem de longe, objeto de seu desejo. Se ele come de boca aberta, se dirige mal, se usa roupas feias, isso tudo será irrelevante na mesma proporção em que o rapaz é irrelevante na sua vida.

É claro que a falta de intimidade também impede comentários mais específicos. Se você não é ficante, nem amiga do rapaz, fica mais difícil avisar para ele que Miami Vice e seus ternos com ombreiras de 2 metros de largura e cores néon deveriam ficar para sempre presos na década de 80.

Só que quando já se está numa relação...ih, meu amigo, a coisa toda muda. Elas vão se meter no seu guarda-roupa, nos seus hábitos alimentares, no seu livro de etiquetas (ou na falta dele!), no seu círculo de amizades e no familiar, também. Assim: quanto mais relevante o rapaz, mais relevantes os seus detalhes. Afinal, são estes que os levam à perfeição, não é mesmo?

O único problema é que dois resultados desastrosos para este tipo de atitude têm se apresentado: o primeiro é quando a mulher começa a namorar um Shrek, o transforma num príncipe e ele a larga para ficar uma mulher “mais adequada ao seu novo “eu””.

Não há nada mais triste e revoltante do que isso. São aquelas mulheres que incentivaram o marido a arranjar um emprego, seguraram a barra até ele crescer profissionalmente, cuidaram dele, ensinaram aquilo que sabiam e “poliram” sua imagem estética com presentes de aniversário certeiros. Tudo muito lindo, muito companheiro. Só que depois de tantos anos e tanto trabalho, a mulher pode já estar cansada, gordinha, abatida pela idade, e é nessa hora que ele – entenda-se, o imbecil mal agradecido – sente necessidade de procurar alguém 20 anos mais nova, 07 tons mais loura, 250ml mais peituda.

O outro resultado desagradável é quase a situação inversa e também tenho visto bastante. Acontece quando a mulher, na sua busca pela perfeição, muda tudo no cara, suas roupas, seus amigos, seu estilo de vida, enfim, molda tanto o namorado que acaba criando um novo ser. Aí larga o bichinho na rua da amargura dizendo que ele não é mais a pessoa por quem ela se apaixonou.

Esses dois exemplos são de pessoas que perdem a chance de curtir os defeitinhos do outro. E, gente, defeitos também são legais. Muitas vezes a tacada final para você se apaixonar é um cabelo desgrenhado, um pijama engraçado, uma risada menos convencional. Enfim, algo que você descobre que é tão especial e tão único daquela pessoa.

Tudo muito complexo, não é mesmo?

Por isso, como em todos os assuntos complexos sobre os quais eu já escrevi, a chave é equilibrium. Não é necessário criticar ferrenhamente a característica feminina da implicância porque ela representa também coisas boas: um olhar apurado, capacidade de prestar atenção a detalhes, vontade de tornar as coisas mais belas e melhores.

Mas também podemos nos conter um pouco na hora de fuzilar nossas “concorrentes” e, principalmente, na hora de tentarmos anular tudo o que há de original e genuíno em nossos sapos para que eles se tornem príncipes, muitas vezes, chatos.

Se isso não for motivo suficiente para você controlar sua implicância com seu ditos cujo, lembre-se que os homens já aprenderam a respeito de manicure, depilação e escova progressiva. Para eles aprenderem a implicar com sua celulite e suas olheiras, pode ser um pulo...